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sábado, 18 de junho de 2016

Emily Dickinson

Vou dizer-te como nasceu o Sol –
Uma Fita de cada vez –
Os Campanários nadando em Ametista –
As Notícias correndo como Esquilos –
Os Montes desatando os seus Chapéus –
As Tristes-Pias – começando a cantar –
E eu dizendo baixinho, para mim –
«Há-de ter sido o Sol!»
Mas como ele se pôs – isso não sei –
Parecia ser um degrau carmesim
Que meninos e meninas de Amarelo
Estivessem a subir e a subir –
Até que chegando ao outro lado,
Um pastor todo vestido de cinzento –
Erguesse suave as trancas da noitinha –
E levasse consigo o seu rebanho –

Emily Dickinson. Duzentos Poemas. Lisboa: Relógio D’Água, 2014.

Tradução de Ana Luísa Amaral.

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Emily Dickinson

A minha vida fechou-se duas vezes antes de se fechar –
Mas fica por saber
Se a imortalidade me revela
Um evento maior

Tão largo, tão incrível de pensar
Como estes que sobre ela duas vezes tombaram.
Partir é tudo o que sabemos do céu,
Tudo o que do inferno se pode precisar.



Emily Dickinson.


Tradução de Ana Luísa Amaral.

sábado, 7 de maio de 2016

Emily Dickinson: I dwell in Possibility


I dwell in Possibility – 
A fairer House than Prose – 
More numerous of Windows – 
Superior – for Doors – 

Of Chambers as the Cedars – 
Impregnable of eye – 
And for an everlasting Roof 
The Gambrels of the Sky – 

Of Visitors – the fairest – 
For Occupation – This – 
The spreading wide my narrow Hands 
To gather Paradise –


Emily Dickinson 


quinta-feira, 6 de março de 2014

Emily Dickinson


657


Habito na possibilidade -
Uma casa mais bela do que a prosa –
Com mais janelas –
E portas - maiores

Salas como Cedros –
Que o Olhar não alcança –
E como Tecto Imperecível
Os limites do Céu –

Visitantes – os mais belos –
Ocupação – Esta –
Abrir ao máximo as minhas Mãos finas
Para colher o paraíso -


Emily Dickinson – tradução de Nuno Júdice.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Emily Dickinson, na pele




Habito a possibilidade, uma casa mais ampla do que a prosa

                                                                 

Emily Dickinson

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Emily Dickinson




245

Tive uma jóia nos meus dedos —
E adormeci —
Quente era o dia, tédio os ventos —
"É minha", eu disse —

Acordo — e os meus honestos dedos
(Foi-se a Gema) censuro —
Uma saudade de Ametista
É o que eu possuo —


Emily Dickinson