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sábado, 14 de junho de 2014

Pedro Eiras

A sociedade não pode despedir a poesia, a poesia é que pode despedir a sociedade


Pedro Eiras, A Lenta Volúpia de Cair.

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Pedro Eiras: Substâncias Perigosas

Esconjuros e mentiras

            Uma ciência do erro.

            Sempre preferi ler textos obviamente errados mas cheios de possibilidades de pensamento – a textos certos que só repetem o que já sei.

            E o que se lê, ainda que seja errado, começa a tornar-se real, porque cada livro reinventa o mundo.

            Viver no mundo certo inventado pelo livro errado.

            O que interessa, de facto, é algumas operações. Não mais matéria, menos matéria, mais sumário, menos sumário. Interessa uma pequena operação de pensamento: inventar uma pequena nova torção para a realidade.

            Não confirmar nada: surpreender tudo.


Pedro Eiras, Substâncias Perigosas, Pedro Eiras, Livro do Dia.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

A Lenta Volúpia de Cair



O poema não é mais verdadeiro nem mais consciente do que uma teoria científica, (provavelmente, é-o menos) o poema não contém atrito por definir o mundo ou desvendar a metafísica. O atrito do poema tem a ver com o corpo, a distância e a lentidão

Pedro Eiras, A Lenta Volúpia de Cair.