Há pessoas que amam com os dedos todos sobre a mesa. Aquecem o pão com o suor do rosto e quando as perdemos estão sempre ao nosso lado. Por enquanto não nos tocam: a lua encontra o pão caiado que comemos enquanto o riso das promessas destila na solidão da erva. Estas pessoas são o chão onde erguemos o sol que nos falhou os dedos e pôs um fruto negro no lugar no coração. Estas pessoas são o chão que não precisa de voar.