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segunda-feira, 25 de julho de 2016

Oswald de Andrade

ditirambo

Meu amor me ensinou a ser simples
Como um largo de igreja
Onde não há nem um sino
Nem um lápis

Nem uma sensualidade

ANDRADE, Oswald de. Poesias Reunidas. São Paulo: Difusão Europeia do livro, 1966.

Oswald de Andrade


sol

Uma vez fui a Guará
A Guaratinguetá
E agora
Nesta hora da minha vida
Tenho uma vontade vadia

Como um fotógrafo

ANDRADE, Oswald de. Poesias Reunidas. São Paulo: Difusão Europeia do livro, 1966.

Oswald de Andrade

Congonhas do campo

Há um hotel novo que se chama York
E lá em cima na palma da mão da montanha
A igreja no círculo arquitetónico dos Passos
Painéis quadros imagens
A religiosidade no sossego do sol
Tudo puro como o aleijadinho

Um carro de boi canta como um órgão


ANDRADE, Oswald de. Poesias Reunidas. São Paulo: Difusão Europeia do livro, 1966.

Oswald de Andrade

Alerta

Lá vem o lança-chamas
Pega a garrafa de gasolina
Atira
Eles querem matar todo amor
Corromper o pólo
Estancar a sede que eu tenho doutro ser
Vem do flanco, de lado
Por cima, por trás
Atira
Atira
Resiste
Defende
De pé
De pé
De pé
O futuro será de toda a humanidade.



Oswald de Andrade. Obras completas. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1972.

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Oswald de Andrade


Por causa de Dorotéia, vejo tudo possível para mim.: Tribunas, Cadeias, Manicômios, Cadeiras Elétricas, etc. etc.
E vejo tudo lùcidamente. Sou o crítico teatral de minha própria tragédia!


Oswald de Andrade, Serafim Ponte Grande.