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sábado, 22 de março de 2014

Eduardo Galeano: A Incessante metáfora

Descobri isto nalgum livro: Quando as escravas negras fugiam das plantações do Suriname, no século XVIII, enchiam de sementes os seus cabelos compridos. Ao chegar aos refúgios, na selva, sacudiam a cabeça e fecundavam, assim, a terra livre. Memorias de Fogo conta muitos instantes desta história. Momentos como este, reveladores da maravilha ou do espanto da aventura humana na América. Porque toda a situação é o símbolo de muitas, o grande fala através do pequeno e o universo vê-se pelo buraco da fechadura. A realidade, insuperável poeta de si mesma, fala uma linguagem de símbolos. Eu comecei a escrever a trilogia no dia em que me dei conta, do que agora é me plenamente evidente: a história é uma metáfora incessante.


Eduardo Galeano, Ser como ellos y otros artículos, México D.F., Siglo veintiuno editores, 1997.
(tradução minha)

sábado, 30 de março de 2013

Eduardo Galeano: Memoria del Fuego


Acababa de ver al mono curando a la mona en la copa de un árbol.
—Es así —dijo el hombre, aproximándose a la mujer.
Cuando terminó el largo abrazo, un aroma espeso, de flores y frutas, invadió el aire. De los cuerpos, que yacían juntos, se desprendían vapores y fulgores jamás vistos, y era tanta su hermosura que se morían de vergüenza los soles y los dioses.

Eduardo Galeano: Memoria del Fuego I. Los nacimientos.