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domingo, 16 de fevereiro de 2014

Georges Bataille: História do Olho

Veio-me à ideia que a morte era a única saída para a minha ereção; mortos Simona e eu, o universo da nossa prisão pessoal, insuportável para nós, seria substituído necessariamente pelo das estrelas puras, desligadas de qualquer relação com o olhar alheio, e adverti com calma, sem a lentidão e a torpeza humanas, o que parecia ser o fim dos desenfreados institutos sexuais: uma incandescência geométrica (entre outras coisas, o ponto de coincidência da vida e da morte, do ser e do nada) e perfeitamente fulgurante.


Georges Bataille, História do Olho, (1928).

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Georges Bataille

O animal abre diante de mim uma profundidade que me atrai e que me é familiar. Essa profundidade eu conheço  num certo sentido: é a minha. É também o que para mim está mais longinquamente oculto, o que merece este nome de profundidade, que quer dizer precisamente o que me escapa. Mas é também a poesia...

BATAILLE, Georges (1993), Teoria da Religião, Editora Ática, São Paulo.