hortênsia
ante os peixes
um oceano de algas
a varanda transplanta o cosmos
na vaporização
viver o antes pelo ziguezague
nos maxilares do sonho
a vigília
o caldeirão mágico
há também a libélula e o fosso
e os feixes lilases na boca
e o caminho
-enforca-se o tempo -
e a antecâmara
e a noite inibitória das escamas
e o cobre da alma?
ante-a-noite o louva-a-deus
e o granizo e a virgindade do mundo
e o púbere campo da amnésia
- olha-se o fígado-
o vislumbre das sereias
a roda nupcial dos precipícios
os leilões de carne pela superfície do ininterrupto
bolor do sangue
- cai uma tempestade pelo nenhures -
a boneca invisível goteja a boca
e estica a língua ante o crepúsculo das mãos
e o abrir da água pelo esperma
não esperemos o feedback das cidades
basta a omofagia da ranhura
e um pouco de infância pelas colinas
fechemos os olhos e aguardemos o interruptor da luz
- as algas da tribo
Sem comentários:
Enviar um comentário